segunda-feira, 11 de maio de 2026

Pielas no autocarro.


E hoje escrevi um pequeno skectch para cinema com o titulo “Pielas no autocarro”, onde usei alguns personagens da minha peça a que horas passará o autocarro? Neste skecth temos Pielas, um bêbado da aldeia, mal cheiroso e que vive á custa da esmola dos outros, que causa uma enorme confusão dentro de um autocarro por ir a comer umas batatas fritas.

sábado, 2 de maio de 2026

Baião d'oxigénio

    Esta Sexta feira fui até ao teatro municipal da  Lousã assistir a um maravilhoso espetáculo com o titulo "Baião de Oxigénio" interpretado pelo João Baião e pela Cristina Oliveira. Neste espetaculo, João Baião leva-nos aos bastidores do teatro. Ele quer fazer um musical de grande sucesso, mas não sabe o que fazer e não pede ajuda ao chatgpt e algumas celebridades que já partiram. 

   Foi um espetáculo de rir do principio ao fim. Mas hoje á mais. Não tem nada programado para esta noite? Vá até teatro municipal da Lousã. Antes que os bilhetes esgotem.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Dicionário do teatro

 


 Caros visitantes, esta página é destinada ao termos que eu conheço usados no teatro.


TEATRO:

Teatro é um local onde se apresenta algo para o publico ou é arte em que um actor, ou um grupo de actores, interpreta uma história diretamente para o publico com o auxilio de dramaturgos e encenadores.


DRAMATURGIA:

Dramaturgia é o ofício de elaborar um texto com o objetivo de transportá-lo para os palcos, apresentando diante de um público as ideias contidas nesta obra. 

TÉSPIS de Ática:

Téspis de Ática foi um ator grego do começo do século V a.C. É conhecido como o primeiro ator do mundo ocidental e também como o primeiro produtor teatral.

PROTAGONISTA:

É o personagem principal de uma história

ANTAGONISTA:

É um personagem de uma história que vai contra o Protagonista de concretizar o seu objetivo.


ACTO:

Parte de uma peça que corresponde a um ciclo da acção que é separada das outras por um intervalo, ou mudança de cenário. 

CENA:

Pode ter vários significados. Cena é o palco. Estar em cena é estar a representar ou a ensaiar dentro da área de representação. Cena pintada ou construída é um cenário. Dar ou tomar cena é deixar ou ocupar o espaço do palco durante a representação. Uma cena é o momento da acção em que estão em cena as mesmas personagens.

DIDASCÁLIAS/ INDICAÇÕES DE CENA/ RUBRICAS:


São indicações cénicas para indicar como determinada, cena, acção ou fala são feitas. As didascálias estão escritas entre parênteses ou em itálico.


SOLILÓQUIO:

Solilóquio é quando um personagem fala para o publico como estivesse para si próprio.


DEIXA:

 No teatro, uma deixa é um sinal (uma palavra, ou mais palavras, ou uma acção) no final de cada fala de um actor que indicam a vez do outro falar



MONÓLOGO:


Um Monólogo é uma longa fala pronunciada por uma única pessoa.


CONTRA-REGRA:

O Contra regra é o responsável pelos objectos da cena e decoração. Durante o espectáculo, segue o guião, dá os sinais para inicio e final da peça de teatro, para execução das tarefas dos demais técnicos e entrado dos actores em cena.  

BATER TEXTO:


Ler o guião várias vezes até decorar as suas falas.


PONTO;


Profissional que diz as palavras aos actores quando estes se esquecem.


CONTRACENA:

É quando um actor está actuando em cena com outro actor.

MUITA MERDA:

Uma expressão muito usada no teatro significa desejar sorte ao actor ou companhia de teatro quando vão ter um espectáculo. Isto porque, antigamente as pessoas iam de cavalo assistir ao espectáculos de teatro, por isso havia muita merda. Havendo muita merda era sinal que tinha ido muita gente assistir ao espetaculo.

SUBTEXTO:

É o que o ator pensa quando diz as suas falas. 

JUMP SCARE:

Cenas de susto.

FALAS:

Falas dos personagens.

DIALOGOS:

Falas entre os personagens.





Como escrever teatro

 Ora viva amigos, já escrevo teatro há 17 anos e por isso hoje decidi vos explicar como escrevo os meus textos:

    Para escrevermos uma boa história para uma peça de teatro temos que passar por várias etapas de escrita criativa. Pois não podemos apenas ter uma ideia e escrever o guião como eu fazia quando começei a escrever as  minhaa primeiras peças. 

    Primeiro começo por desenvolver a promissa da peça. Escrevo um texto onde digo o que acontece na minha história e vou tentando perceber quem são os meus personagem, o que eles querem da minha história, como eles são, fisicamente, psicológicamente, idade, sexo, orientação sexual, porque eles tem aquela personalidade, quais os seus medos, qual a sua motivação, trauma etc. Isto tudo para mostrar que os personagens da nossa história tem alma e vida.

      Geralmente quando começo a escrever uma peça, já tenho uma ideia do que vou escrever. Mas pode acontecer eu não ter ideias. Então tenho várias formas de ir buscar ideias. Ler livros, ver filmes, através dos nossos sonhos, situações que aconteceram connosco (como fiz na minha peça isto dava um policial... e deu prisão) ou um acontecimento que alguém nos contou. Alguma conversa que ouvimos quando estamos sentados na esplanada de um café, ou quando estamos á espera de ser chamados para uma consulta num hoapital ou dentista. 

      Quando não temos ideias também podemos ir por outro caminho. Imaginamos um personagem x, que será o nosso protaginista e ele quer algo, ou tem um sonho, ou um desejo a realizar, ou uma missão a comprir. Só que há algo ou alguém que o impede de fazer isso e aí entra o conflito que é o elemento mais importante de uma história, pois sem conflito a história perde interesse. O conflito pode ser externo que é provocado por alguém ou por algo ou interno. Se é por preguiça, medo, ou tem uma doença ou deficiência, etc.  Então pegamos na nossa história e temos que ver como o nosso protagonista vai resolver o seu conflito. 

 Eu quando começo a escrever eu penso em 3 coisas importantes. 

    1. Uma história é como um puzzle e os personagens são as peças desse puzzle onde tem de encaixar todas umas nas outras. Ou seja, todos os personagens são importantes numa história. Eles não podem estão ali só porque sim. Ou são o protagonista, ou porque ajudam o protagonista na sua jornada, ou o atrapalham, ou ajudam andar com a narrativa para a frente ou simplesmente têm uma mensagem importante a dizer ao público.

      2. Uma história é divida em 3 atos narrativos. Isto é 3 partes. O inicio, onde mostamos quem são os personagens da história, o desenvolvimento que é onde ocorre o conflito e por fim o final que é quando protagonista passa pelo climax que é parte mais importante da história até resolver o conflito.

     3. Outra coisa importante é que o desenvolvimento da história deve ser maior que o inicio e o fim. 

Em tendo a nossa ideia ou promissa da história resolvida, se acharmos estamos a criar uma boa história interrante com personagens interessantes então  passamos para a storyline. Onde aí resumimos a nossa história em apenas 5 linhas onde metemos o protagonista o conflito principal, pois a nossa história pode ter vários conflitos e tramas, mas nós metemos o conflito principal só e a resuloção do conflito. Isto tudo escrito no presente.

     Em seguida passamos á sinopse que é também o resumo da nossa história com o protagonista, conflito e resuloção do conflito mas mais detalhado e até 15 linhas.

     Em tendo isto feito criamos o perfil dos personagens. Onde escrevemos quem são os personagens desde o protagonista, ao personagem segundário. Nome, idade e tudo o que for importante sobre eles.

     E agora chegou o momento mais aguardado... O guião! Que é a parte que qualquer dramaturgo mais gosta. Para escrever o guião eu uso o tipo de letra courrier new tamanho 12. Mas não é obrigatório.

Crio a capa do guião. Onde coloco o titulo da peça em letras maiusculas. Só o titulo tudo em maiusculas o resto é normal. Mais abaixo de (o meu nome), se o texto for original tudo bem se for um texto adaptado ou baseado noutra história ou a partir de outra história em meto em baixo e o nome da história original e o seu autor e por ultimo meto o meu email e o numero de telemóvel no fim da página.

   Em seguida começo a escrever finalmente o guião. Um guião tem vários elementos. Atos, cenas, introdução do cenário. didascáliaa, personagem, fala e didascália.

   O ato é a divisão da história e quando fechamos o pano ou mudamos de cenário passamos para o próximo ato. Não é obrigatório escrever os números dos atos no guião. Mas eu gosto de colocar e é sempre centralizado.

   Aa cena é a entrada e a saída dos personagen ou quando muda-mos o ato. O número de cenas. Também não é obrigatório meter as cena. Mas eu coloco sempre e é centralizado.

   Depois temos que colocar a intrudoção do cenário. Onde temos de escrever como é o cenário, oa adereços que estão em cena e quem está em cena. A introdução do cenário é com alinhamento justificado.

   Deixa-mos um espaço para baixo e metemos o nome do personagem que deverá ficar com o alinhamento de texto centralizado e letraa maiusculas.

    Logo a seguir por baixo fica a fala do personagem e fica também com o alinhamento centralizado. Para escrever as falas dos personagens, temos que sentir que somos aquela pessoa e temos de imaginar o que ela diria naquela situação. As falas deverão ser claras e objetivas. Não convém serem muito longas, a não ser que seja um monólogo. Não devemos repetir informação e devemos evitar falas expositivaa. Que são falas que podem ser mostradaa no sub texto ou nas didascália. Por exemplo um personagem entra em cena e vem cansado. Ele não precisa de dizer na fala que está cansado. Basta mostrar que está cansado. Pois se o ator for bom, o público vai perceber.

    Em seguida, temos as didascálias que são ações cénicas que indicam o as emoções, ou ações dos personagens. Quando a didascália é curta em meto assim: [irónico] no inicio do dialogo e tamanho 10. Quando é mais que uma palavra eu faço como fosse a introdução do cenário. Com o alinhamento de texto justificado. Carrego duaa vezes no espaço dando uma linha de intervalo e continuo o dialogo. 

    Acontece muitaa vezes ter que escrever uma didascália no meio de uma fala. Se for muito comprida termino de escrever a fala dou uma linha ds intervalo meto o nome do personagem e ao lado deste meto (ÇONT). Tipo assim:

                                FERNANDO                                                           Que dia horrivel de chuva! 

Olha para uma secretária.   

                           FERNANDO (CONT)                                              Uau! Que livro interessante!      

     Muitas vezes os nossos personagens têm memórias do passado, os chamados flashbacks. Quando isso acontece, escrevo nas didascálias: a luz sépia para mudar o ambiente.

   Aa vezes preciso de criar dois diálogos ou cenas paralelaa que estão acontecer ao mesmo tempo em cenários diferentes sem fechar o pano. Há duas maneiras de o fazer. Uma delas é usar o palco giratório. Em que o palco gira várias vezes mudando de cena e de cenário. A outra forma é dividir o palco em dois cenários. De um lado é o cenário x, do outro o cenário y. Liga-mos o foco de luz no cenário x e a cena acontece. Desligamos o foco no cenário x e liga-mos no cenário y e a cena acontece e depois vamos alternando.

   E assim me despeço. Em breve vou escrever mais publicações destas.

quinta-feira, 12 de março de 2026

9° ato


E este sábado fui até Condeixa participar numa master classe de teatro na associação OTC (oficina de teatro em Condeixa) intitulado 9° ato. Esta iniciativa faz parte do 9° aniversário desta associação e foi muito interessante. Fizemos vários jogos e exercícios teatrais para desenvolver a nossa criatividade, imaginação e improviso.









 



sábado, 21 de fevereiro de 2026

Se acreditares muito

 E hoje fui assistir a uma brilhante peça de teatro: se acreditares muito com Diogo Martins e Sara Barradas. Uma história fala sobre um jovem  casal que perdem um filho logo no parto e não conseguem lidar com isso. A história leva-nos a mergulhar nas profundezas das emoções humanas e acreditar no impossível. De 0 a10, nota 10 para esta magnífica dupla de atores.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Mensagem estranha- scketch

 Aqui está mais um scketch produzido e interpretado por mim. 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Enquanto ela não aparece - versão 3

   Ora viva caríssimos amigos. Acabei de escrever uma nova versão da peça enquanto ela não aparece. Este trabalho proposto por uma amiga ligada ao teatro que gostou muito do texto original.  Então eu voltei a pegar na peça que me deu um grande prazer e reescrevia de novo. Penso que a história está muito mais completa e divertida do que a original. 

Sinopse:

Reinando é um rapaz de 30 anos que ainda não perdeu a virgindade porque tem complexos sobre a sua aparência. Arranja uma namorada virtual, convida-la para jantar e acaba sendo vítima de uma partida de uns amigos que o assaltam para perceber que deve ter cuidado com as redes sociais.

Quem tiver interessado em ler é só aceder aqui.

https://www.recantodasletras.com.br/roteiros-de-teatro-de-comedia/4985461

sábado, 10 de janeiro de 2026

A menina da franja, Beatriz

 



👉 A Menina da Franja - Beatriz

De José Fonseca e Luís Gonçalves 

 Um espetáculo que não pode perder.


📍 25 janeiro / 17:00

Auditório Nunes Forte - Venda do Pinheiro

M6 / Duração: 60 minutos


Reservas e informações:

artinstage.teatro@gmail.com


🔗 Link de reservas disponível na Bio


Mas quem era, afinal, esta menina de olhar expressivo?


Entre as luzes do palco e as sombras do tempo, ergue-se uma mulher, uma atriz, um mito. Nascida no coração de um Portugal em mudança, atravessa o Atlântico com o sonho de conquistar os palcos de terras do Brasil.


Nesta peça de memórias fragmentadas, cruzam-se cartas nunca abertas, outras censuradas por um país onde a voz dos artistas era silenciada. Uma artista que fascinou plateias, mas também ocultou verdades.


Entre aplausos e ausências, ”A Menina da Franja“ revela não apenas uma carreira extraordinária, mas também os amores censurados e um exílio forçado.


Uma viagem íntima e sensorial, onde o tempo se transforma em palco e a vida em espetáculo.


Produção: Art’Instage

Texto: José Fonseca / Luís Gonçalves

Encenação: José Fonseca


Fotografia: @diogoalvesfotografia


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