quarta-feira, 15 de abril de 2026

Como escrever teatro

 Ora viva amigos, já escrevo teatro há 17 anos e por isso hoje decidi vos explicar como escrevo os meus textos:

    Primeiro começo por desenvolver a promissa da peça. Escrevo um texto onde digo o que acontece na minha história e vou tentando perceber quem são os meus personagem, o que eles querem da minha história, como eles são, fisicamente, psicológicamente, idade, sexo, orientação sexual, porque eles tem aquela personalidade, quais os seus medos, qual a sua motivação, trauma etc. Isto tudo para mostrar que os personagens da nossa história tem alma e vida.

      Geralmente quando começo a escrever uma peça, já tenho uma ideia do que vou escrever. Mas pode acontecer eu não ter a certeza do que vou escrever. Então tenho várias formas de ir buscar ideias. Ler livros, ver filmes, através dos nossos sonhos, situações que aconteceram connosco ou que alguém nos contou. Alguma conversa que ouvimos quando estamos sentados na esplanada de um café, ou na sala de espera de um hospital á espera da nossa consulta. 

      Quando não temos ideias também podemos ir por outro caminho. Imaginamos um personagem x, que será o nosso protaginista e ele quer algo, ou tem um sonho, ou um desejo a realizar, ou uma missão a comprir. Só que há algo ou alguém que o impede de fazer isso e aí entra o conflito que é o elemento mais importante de uma história, pois sem conflito a história perde interesse. O conflito pode ser externo que é provocado por alguém ou por algo ou interno. Se é por preguiça, medo, ou tem uma doença ou deficiência, etc.  Então pegamos na nossa história e temos que ver como o nosso protagonista vai resolver o seu conflito. 

 Eu quando começo a escrever eu penso em 3 coisas importantes. 

    1. Uma história é como um puzzle e os personagens são as peças desse puzzle onde tem de encaixar todas umas nas outras. Ou seja, todos os personagens são importantes numa história. Eles não podem estão ali só porque sim. Ou são o protagonista, ou porque ajudam o protagonista na sua jornada, ou o atrapalham, ou ajudam andar com a narrativa para a frente ou simplesmente têm uma mensagem importante a dizer ao público.

      2. Uma história é divida em 3 atos narrativos. Isto é 3 partes. O inicio, onde mostamos quem são os personagens da história, o desenvolvimento que é onde ocorre o conflito e por fim o final que é quando protagonista passa pelo climax que é parte mais importante da história até resolver o conflito.

     3. Outra coisa importante é que o desenvolvimento da história deve ser maior que o inicio e o fim. 

Em tendo a nossa ideia ou promissa da história resolvida, se acharmos estamos a criar uma boa história interrante com personagens interessantes então  passamos para a storyline. Onde aí resumimos a nossa história em apenas 5 linhas onde metemos o protagonista o conflito principal, pois a nossa história pode ter vários conflitos e tramas, mas nós metemos o conflito principal só e a resuloção do conflito. Isto tudo escrito no presente.

     Em seguida passamos á sinopse que é também o resumo da nossa história com o protagonista, conflito e resuloção do conflito mas mais detalhado e até 15 linhas.

     Em tendo isto feito criamos o perfil dos personagens. Onde escrevemos quem são os personagens desde o protagonista, ao personagem segundário. Nome, idade e tudo o que for importante sobre eles.

     E agora chegou o momento mais aguardado... O guião! Que é a parte que qualquer dramaturgo mais gosta. Para escrever o guião eu uso o tipo de letra courrier new tamanho 12. Mas não é obrigatório.

Crio a capa do guião. Onde coloco o titulo da peça em letras maiusculas. Só o titulo tudo em maiusculas o resto é normal. Mais abaixo de (o meu nome), se o texto for original tudo bem se for um texto adaptado ou baseado noutra história ou a partir de outra história em meto em baixo e o nome da história original e o seu autor e por ultimo meto o meu email e o numero de telemóvel no fim da página.

   Em seguida começo a escrever finalmente o guião. Um guião tem vários elementos. Atos, cenas, introdução do cenário. didascáliaa, personagem, fala e didascália.

   O ato é a divisão da história e quando fechamos o pano ou mudamos de cenário passamos para o próximo ato. Não é obrigatório escrever os números dos atos no guião. Mas eu gosto de colocar e é sempre centralizado.

   Aa cena é a entrada e a saída dos personagen ou quando muda-mos o ato. O número de cenas. Também não é obrigatório meter as cena. Mas eu coloco sempre e é centralizado.

   Depois temos que colocar a intrudoção do cenário. Onde temos de escrever como é o cenário, oa adereços que estão em cena e quem está em cena. A introdução do cenário é com alinhamento justificado.

   Deixa-mos um espaço para baixo e metemos o nome do personagem que deverá ficar com o alinhamento de texto centralizado e letraa maiusculas.

    Logo a seguir por baixo fica a fala do personagem e fica também com o alinhamento centralizado. Para escrever as falas dos personagens, temos que sentir que somos aquela pessoa e temos de imaginar o que ela diria naquela situação. As falas deverão ser claras e objetivas. Não convém serem muito longas, a não ser que seja um monólogo. Não devemos repetir informação e devemos evitar falas expositivaa. Que são falas que podem ser mostradaa no sub texto ou nas didascália. Por exemplo um personagem entra em cena e vem cansado. Ele não precisa de dizer na fala que está cansado. Basta mostrar que está cansado. Pois se o ator for bom, o público vai perceber.

    Em seguida, temos as didascálias que são ações cénicas que indicam o as emoções, ou ações dos personagens. Quando a didascália é curta em meto assim: [irónico] no inicio do dialogo e tamanho 10. Quando é mais que uma palavra eu faço como fosse a introdução do cenário. Com o alinhamento de texto justificado. Carrego duaa vezes no espaço dando uma linha de intervalo e continuo o dialogo. 

    Acontece muitaa vezes ter que escrever uma didascália no meio de uma fala. Se for muito comprida. Termino a fala dou uma linhs ds intervalo, meto o nome do personagem e ao lado deste meto (ÇONT). Tipo assim:

                                FERNANDO                                                           Que dia horrivel de chuva! 

Olha para uma secretária.   

                           FERNANDO (CONT)                                              Uau! Que livro interessante!      

    E assim me despeço. Em breve vou escrever mais publicações destas.

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